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Catedral Basílica Menor de Maringá e o verde da praça, no centro de Maringá
Catedral Basílica Menor de Maringá e o verde da praça, no centro de Maringá

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Morar na Zona 1 de Maringá: a rotina ao lado da Catedral

Zona 1 de Maringá: a zona planejada em 1943 para comércio e serviços. Veja a rotina ao lado da Catedral, o que conferir e quanto custa morar ali.

Cleiton Pesse · CRECI 40.175 · 29 de outubro de 2026 · 8 min de leitura

No fim da tarde, a Praça da Catedral troca de público. O movimento de escritório diminui, as lojas começam a fechar e a quadra em volta da torre passa a ser de quem mora perto: caminhada na sombra, cachorro na coleira, criança de bicicleta, conversa na porta do prédio.

São 124 metros de concreto no meio da cidade — visíveis de qualquer janela virada para ela. Mas o que define a Zona 1 não é a altura da Catedral. É a combinação de uma praça grande, comércio e serviços na mesma calçada e um endereço que resolve o dia a pé.

A Zona 1 é a zona que Maringá planejou para o comércio e para os serviços quando a cidade ainda era projeto, em 1943. Oito décadas depois, ela virou também um endereço residencial de alto padrão — e é a região com mais anúncios no portfólio do site: 27 unidades publicadas na Zona 1 e no Centro, contra 23 na Zona 3 e 21 na Zona 8. Abaixo: a rotina, o que conferir antes de comprar e quanto custa.

Por que a Zona 1 foi desenhada diferente

Porque Maringá foi planejada antes de existir. O projeto é de 1943, assinado pelo urbanista Jorge de Macedo Vieira, que seguiu o conceito de cidade-jardim do britânico Ebenezer Howard: avenidas largas, canteiros com paisagismo e ruas acompanhando o relevo natural. O plano também dividiu a cidade por função — o centro cívico no miolo, a Zona 1 destinada ao comércio e à prestação de serviços e as zonas 2, 4 e 5 residenciais.

Na prática, isso significa que, na Zona 1, o serviço está na calçada e não a três bairros de distância. Comércio de rua, consultórios, escritórios e bancos ocupam as mesmas quadras em que as pessoas moram, e a praça funciona como o quintal que o apartamento não tem. É a lógica inversa do condomínio fechado: em vez de trazer o lazer para dentro do muro, a Zona 1 usa a cidade como área comum.

Vista aérea do centro de Maringá, com o verde das quadras arborizadas e os edifícios da região central

Como é morar ao lado da Catedral de Maringá

Morar ao lado da Catedral é morar ao lado do principal marco arquitetônico da cidade. O projeto é do arquiteto José Augusto Bellucci, idealizado por Dom Jaime Luiz Coelho, e foi construído em duas cascas de concreto armado: um cone interno de 84 metros e outro externo, de 114, que sustenta uma cruz de concreto de 10 metros — 124 metros de altura no total.

A planta circular é cercada por 16 capelas piramidais: quatro maiores, de 20 metros, nos acessos, e doze menores, de 12 metros. Escada e elevador levam a um mirante a 84 metros, com visão de 360º da cidade. As obras em concreto começaram em julho de 1959 e terminaram em 10 de maio de 1972, no aniversário de 25 anos de Maringá; a catedral foi consagrada em 1981 e recebeu o título de Basílica Menor em janeiro de 1982.

O endereço é a Avenida Tiradentes, junto ao centro cívico administrativo, e a Praça da Catedral recebe eventos ao longo do ano. Para as quadras vizinhas, o efeito prático é ter sempre uma área aberta grande perto, numa zona em que o resto é, em boa parte, construído.

A vista da Catedral é permanente?

Não por natureza. No centro, a vista é emprestada do terreno do vizinho: enquanto o lote da frente estiver vazio ou baixo, a janela abre para a torre; no dia em que ele receber uma torre, a vista fecha. É por isso que, em apartamento no centro, vista permanente vale mais do que vista bonita.

Antes de fechar negócio, vale conferir três coisas: o gabarito permitido para o lote em frente (o zoneamento está na legislação municipal e pode ser consultado na prefeitura), a altura dos prédios do mesmo eixo e se há projeto aprovado para o terreno. É a checagem que separa a vista que fica da vista que sai.

Sacada fechada com vista para a Catedral de Maringá, em apartamento na região central

Quanto custa morar na Zona 1 de Maringá

Depende do tamanho — e a diferença é grande. Nos 27 anúncios publicados hoje no site com a classificação Zona 1 e Centro, o valor mais baixo é R$ 450 mil, por um studio de 35,53 m², e o mais alto é R$ 7,4 milhões, por uma unidade de 358 m² com 4 suítes. Dez desses anúncios passam de R$ 3 milhões.

Em valor por metro quadrado, a mediana dos mesmos 27 anúncios fica em cerca de R$ 13 mil, com faixa entre R$ 6,7 mil e R$ 22,4 mil, conforme metragem, andar, acabamento, mobília e vista.

A oferta se divide em dois mundos: unidades compactas de 35 a 52 m², para quem mora sozinho, para o executivo que passa a semana na cidade ou para locação; e apartamentos de 170 a 360 m² em prédios de gerações diferentes, com suítes amplas e, em alguns casos, cobertura com piscina privativa.

O que olhar antes de comprar um apartamento na Zona 1

A ficha mostra metragem e suítes. O que decide a compra, no centro, está em outro lugar:

  • Vista e gabarito do lote em frente — confira o que pode ser construído na frente, não só o que existe hoje.
  • Face e insolação — a face do apartamento define sol da manhã ou da tarde ao longo do ano, e isso pesa no conforto e na conta de luz.
  • Horário da visita — volte em um dia útil comercial e em um domingo. A Zona 1 tem dois ritmos, e quem vai morar ali vive os dois.
  • Garagem — quantas vagas, se são cobertas e demarcadas, e se o prédio tem manobrista. No centro, vaga é o item que mais pesa na revenda.
  • Custo de condomínio — peça o valor atual e o que ele cobre: portaria, elevadores, segurança, lazer.
  • Idade e obras do prédio — fachada, elevadores, laudo do Corpo de Bombeiros e as últimas atas de assembleia mostram o passivo que vem com a unidade.
  • Planta real — área privativa e área total não são a mesma coisa, e uma sacada fechada muda a metragem útil.

Três apartamentos que mostram o padrão da Zona 1

Três unidades publicadas no site ajudam a comparar produto, metragem e preço.

Sala de estar com varanda e vista panorâmica, apartamento Noah A.Yoshii na Zona 1 de Maringá

Noah A.Yoshii — Zona 1

179 m² · apartamento · 3 suítes · 3 vagas · vista para a Catedral

R$ 2.900.000

Sala com sacada e vista permanente, apartamento mobiliado no Mirai Tower, centro de Maringá

Mirai Tower — Centro

239 m² · apartamento mobiliado · 3 quartos · 3 vagas

R$ 3.300.000

Terraço com piscina privativa e vista da cidade, cobertura duplex Terraço Imperial em Maringá

Terraço Imperial — Centro

346,41 m² · cobertura duplex · 3 suítes · 4 vagas · piscina privativa

R$ 4.000.000

Living com pé-direito duplo em cobertura duplex de alto padrão no centro de Maringá

Perguntas frequentes sobre morar na Zona 1

Vale a pena morar na Zona 1 de Maringá?

Para quem quer resolver o dia a pé, sim: é a zona em que comércio e serviços ocupam as mesmas quadras das residências, por desenho do plano de 1943. Do outro lado pesa o próprio motivo do charme: mais movimento de dia, menos verde privativo e vista que depende do vizinho.

A Zona 1 é barulhenta?

Depende da rua e do andar. A movimentação comercial de dia faz parte do endereço; à noite, com o comércio fechado, o ruído cai. Quem é sensível a barulho deve visitar a unidade em um dia útil e em um domingo, e olhar a janela do dormitório em relação à via.

Dá para morar na Zona 1 sem carro?

É a região da cidade em que isso faz mais sentido: comércio, serviços e a praça estão nas quadras próximas, e a área central concentra o transporte urbano. No dia a dia, a caminhada resolve boa parte; o carro fica para o que está fora da zona.

Qual é o preço do metro quadrado na Zona 1?

A mediana dos 27 anúncios publicados hoje na Zona 1 e no Centro é de cerca de R$ 13 mil por metro quadrado, com faixa entre R$ 6,7 mil e R$ 22,4 mil. Os extremos refletem produto e prédio: metragem, andar, estado de conservação e se a unidade está mobiliada.

O que existe na Zona 1 além de apartamentos?

É a zona de comércio e serviços da cidade: bancos, consultórios, escritórios, restaurantes, comércio de rua e a Praça da Catedral. No portfólio de alto padrão dominam apartamentos de 170 a 360 m², além de studios compactos e salas comerciais.

Zona 1 · Maringá

Veja os apartamentos à venda na Zona 1

Reunimos os imóveis de alto padrão anunciados hoje na Zona 1 e no Centro de Maringá — de studios compactos a coberturas de 346 m², com vista para a Catedral. Cada anúncio traz fotos, ficha completa e condições de negociação.

Ver imóveis na Zona 1

Leia também: quanto custa morar na Zona 3 de Maringá, o que mudou na Zona 8 e apartamento ou casa em condomínio: como escolher.

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